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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Delegacia de Jaguariaíva terá novos agentes de carceragem a partir de fevereiro






















 A partir do dia 1º de fevereiro, começa o processo de transição no gerenciamento da Cadeia Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, e das delegacias de Castro, Jaguariaíva e Telêmaco Borba. Atualmente, as unidades são administradas pela Secretaria de Estado da Segurança (Sesp) e cabe a policiais civis a responsabilidade pelos locais e guarda de presos. Com a mudança, que começará no mês que vem, as unidades passarão a ser gerenciadas pela Secretaria de Estado de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju), que já é responsável pelas penitenciárias. Dessa forma, sairão os policiais civis e entrarão agentes de carceragem, que já foram contratados pelo Estado via processo seletivo simplificado.

De acordo com a assessoria de imprensa da Seju, no início será feita uma gestão compartilhada nas delegacias e no presídio, ainda com o apoio da Sesp. Hoje, o Cadeião, que tem capacidade para 172 presos, está com 435 presos. Cerca de dez policiais civis trabalham para garantir a segurança deles e da unidade. De acordo com a assessoria, a partir do dia 1º, serão destinados 102 agentes de cadeia (88 homens e 14 mulheres) para o presídio. Outros 69 funcionários serão designados para as delegacias de Castro, Jaguariaíva e Telêmaco.

Para atuar em todo o Paraná, foram contratados 1.235 agentes de cadeia e o maior número será para a região de Londrina, com 228. Contratados por um ano, com possibilidade de ampliação de contrato para até mais 12 meses, os novos agentes passarão por curso de capacitação e começam a trabalhar no dia 1.º de fevereiro.

“Com essas contratações, vamos poder assumir as carceragens das delegacias, liberando os policiais civis para seu trabalho de investigação e combate ao crime, dando maior segurança aos cidadãos paranaenses”, destaca a secretária da Justiça, Maria Tereza Uille Gomes. 
Os convocados para contratação temporária devem comparecer no auditório Mario Lobo, do Palácio das Araucárias, na Rua Jacy Loureiro de Campos, s/n, Centro Cívico, em Curitiba, entre 16 e 25 de janeiro. As datas e horários de apresentação dos agentes aprovados por região, bem como os documentos necessários, estão especificados no Edital 001/2013, que pode ser acessado em www.justica.pr.gov.br.


Além do reforço considerável na segurança do Cadeião de Ponta Grossa e delegacias da região, a Seju pretende, já nos primeiros dias do processo de transição, transferir todos os presos condenados para penitenciárias. Outro objetivo é, gradualmente, oferecer educação e trabalho aos presos provisórios.

Ontem, em visita à cidade, o governador Beto Richa ressaltou a redução no número de presos nas delegacias do Estado. Segundo ele, a meta era reduzir em 40% o volume de detentos nas unidades – em torno de seis mil –, nos primeiros dois anos de gestão, mas o governo conseguiu ultrapassar a meta e retirou pouco mais de sete mil. Richa ressaltou que pretende terminar o mandado zerando o número de presos em delegacias. 

Região é a terceira com maior superlotação do PR

Estatísticas da Seju mostram que a região de Ponta Grossa é a terceira com a maior superlotação do Estado, perdendo apenas para Londrina e Maringá. A área de Ponta Grossa, que abrange 17 comarcas, possui 365 vagas para presos provisórios (no Cadeião e nas carceragens de delegacias), mas está com 1.259 detentos, ou seja, 894 a mais que a capacidade. Em Londrina, são 1.629 e em Maringá 999 a mais que a quantidade de vagas.

Em relação aos presos já condenados pela Justiça, a região de Ponta Grossa oferece 420 vagas no regime fechado e 120 no regime semiaberto. Apenas o semiaberto abriga um pouco mais que a capacidade – são 16 presos a mais.

De acordo com a assessoria de imprensa da Seju, amanhã o governador Beto Richa assina contrato para ampliação de vagas no sistema penal. Em Ponta Grossa, está prevista aberturas de 334 novas vagas para presos condenados.  

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